Jornadas formativas híbridas, invertidas e (signific)ativas no ensino superior: aportes para pensar atividades síncronas
DOI:
https://doi.org/10.14244/198271995735Palavras-chave:
Ensino Superior, Educação a distância, Webconferência, Covid-19.Resumo
A partir do início de 2020, a pandemia de Covid-19 instituiu importantes demandas e acelerou drásticas e abruptas transformações no contexto educacional. No ensino superior, e particularmente na esfera pública, foram adotadas estratégias formativas emergenciais singulares, em geral, estruturadas em experiências baseadas em princípios de educação a distância (EaD) e ensino híbrido. Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), um modelo dessa natureza (denominado Ensino Não Presencial Emergencial – ENPE) foi provocado e desenvolvido em resposta ao contexto pandêmico. Neste artigo, relata-se, avalia-se e reflete-se acerca da experiência de 2020/2 na disciplina de Política, Organização e Gestão da/na Educação Básica (POGEB), tomada como uma configuração possível para atividades pedagógicas em ambientes virtuais de aprendizagem (AVA). Por escopo e para aprofundamento, esta analítica restringe-se à dimensão síncrona da oferta, baseada em webconferências, complementarmente à análise já empreendida acerca da dimensão assíncrona em ambiente virtual de aprendizagem. Como resultado, são apresentados aportes para pensar e realizar atividades pedagógicas síncronas coerentes com jornadas formativas na perspectiva de uma aprendizagem ou sala de aula invertida, flexível, híbrida, ativa e significativa. Importante observar que os elementos registrados na experiência corroboram as reflexões teóricas apresentadas, entretanto, apesar dos aspectos positivos identificados, remanescem desafios importantes em relação à adoção de estratégias didáticas de mediação síncrona no ensino superior.
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